sexta-feira, 9 de março de 2007

Os mistérios da reunião extraordinária

O Sol, na sua edição de ontem, revela-nos nas entrelinhas, o porquê dos vereadores da oposição não terem sido convocados até ao momento para a reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa, prevista para a próxima segunda-feira, dia 12…

"A reestruturação da Empresa de Urbanização de Lisboa pode não ser feita na próxima segunda-feira. Ao contrário do que foi anunciado por Carmona Rodrigues, esta terça-feira, a convocatória para a realização de uma reunião extraordinária de câmara para discutir a EPUL ainda não chegou aos gabinetes dos vereadores da oposição.

Sem uma proposta para analisar, a oposição considera que «não há tempo» para avaliar o projecto que Carmona Rodrigues irá apresentar à vereação. Esta situação «revela a descoordenação que existe no executivo», consideram vereadores contactados pelo SOL.

O vereador do PCP Ruben de Carvalho estranha a falta de informação relativamente à reunião e defende que «pode estar em causa a legitimidade» da mesma. De acordo com o comunista, o facto de não ter ainda sido distribuída uma ordem de trabalhos – que segundo o regimento camarário devia ter sido conhecida na quarta-feira – pode tornar «nulas as decisões tomadas na reunião, já que esta não cumpre os requisitos regimentais».

O socialista António Dias Baptista afirma também «não entender este atraso» na entrega do plano de reestruturação da EPUL, dizendo não haver «a mínima razão para o presidente não ter mandado distribuir a documentação, tanto mais que o relatório sobre a empresa já existe quase há dois meses».

O vereador do PS adiantou ao SOL que Carmona o sondou, esta terça-feira, relativamente à hipótese de discutir em conjunto a redefinição da empresa e a nomeação de um novo conselho de administração. «Houve uma conversa exploratória com o presidente sobre a nomeação do conselho de administração e o presidente referiu alguns nomes, mas o PS não está disponível para negociar nomes», revelou o vereador socialista.

Dias Baptista afirma ainda que o PS considera «urgente» a nomeação de uma nova administração para a empresa municipal, «já que não existe neste momento um quórum que permita à EPUL honrar os seus compromissos», mas rejeita «qualquer negociação à volta de nomes».

Dias Baptista considera «um erro» analisar a situação da EPUL «sem discutir também as Sociedades de Reabilitação Urbana e a Gebalis», mas assegura que o PS está disponível para encontrar um novo modelo de gestão para a Empresa de Urbanização de Lisboa. Esta é, de resto, uma posição idêntica à de Ruben de Carvalho que se diz preocupado com a possibilidade de a EPUL «ficar paralisada por não ter administração».

A vereadora do CDS, Maria José Nogueira Pinto, alinha nas críticas ao atraso na entrega da documentação sobre a EPUL e diz que, se o plano chegar sexta-feira aos gabinetes dos vereadores e a reunião se realizar - como foi anunciado pelo executivo - na segunda-feira, «não vai haver tempo» para avaliar a proposta de Carmona Rodrigues para a EPUL."


In Sol Online, 08.03.2007

2 comentários:

Anónimo disse...

Estão todos à espera que eles caiam de podre!!! Impressionante a politica no nosso Portugal!

Anónimo disse...

Bem, parece que Carmona vai reunir numa sessão espírita com espíritos encarnados... dado que ninguém sabe... Eu arriscava dizer que é uma reunião transparente, com participantes invisíveis, onde se tomarão decisões e ocorrerão coisas nunca vistas!!!! É um homem do oculto...